segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Doar é vida!


..."Na realidade atual, alguns estados do nosso país demonstram avanços significativos, contando com equipes transplantadoras de reconhecimento internacional, porém, em outros, faltam órgãos para a realização dos transplantes, e, algumas ações são ainda muito incipientes para favorecer a efetivação da doação e, consequentemente, dos transplantes. A recusa familiar para a doação tem sido justificada a partir das seguintes causas: (1) a falta de informação da população; (2) a insatisfação na assistência hospitalar; (3) a dificuldade de compreensão referente à morte encefálica1; (4) a entrevista familiar inadequada; (5) o desconhecimento do desejo do falecido; (6) a desconfiança sobre a seriedade do processo; (7) o desejo de manter a integridade e\ou imagem do corpo; (8) as crenças culturais e religiosas e (9) a recusa em vida por parte do falecido (5,11,12).  Esta pesquisa considera relevante os determinantes já mencionados na literatura, como os principais responsáveis pela recusa familiar para a doação de órgãos e tecidos para transplantes. Entretanto, sugere aprofundar a compreensão sobre o fenômeno da recusa a partir de outras perspectivas do saber.  Na pesquisa de campo realizada no mestrado, objetivou-se revelar impasses subjetivos intervenientes em familiares e profissionais no processo de doação. Observou-se ambos, ainda no hospital, durante o fechamento do protocolo de morte encefálica e na entrevista familiar para doação. Na conclusão, dentre os impasses para doação apontados, revelou-se ainda que houve negativa familiar para doação em 70% dos casos. (13)" Pág 17

..."Considerando a importância do debate sobre o alto número de recusa familiar para doação de órgãos e tecidos para transplantes no estado da Bahia, esta pesquisa propôs-se a analisar, qualitativamente, os principais fatores que levam as famílias residentes na cidade de Salvador e região metropolitana a tomar a decisão de não consentir a doação de seu ente familiar diagnosticado com morte encefálica. (15-17)" 

Continuando, q ao longo do processo mudou o nome e a foi aprovada pelo comitê de ética da faculdade baiana de medicina pág 22 e continua, fala sobre as mudanças na lei, aonde já foi obrigatório e quando não queria tinha que falar na carteira de identidade ou motorista etc e sobre melhoria de diagnóstico da ME


..."Realizar o diagnóstico de ME é obrigatório, e a notificação é compulsória para a Central Estadual de Transplantes (CET), sendo que o protocolo de ME deve ser aberto para todos os pacientes com suspeita de ME, independentemente de serem ou não potenciais doadores de órgãos e tecidos para transplantes. pág 41
Sobre potenciais doadores etc..."neurológicas (acidente vascular cerebral encefálico, traumatismo craniano e tumores cerebrais, entre outras causas), sendo necessários critérios bem estabelecidos para iniciar um protocolo de ME (Westphal et al, 2016). Na UTI, não é difícil encontrar famílias que apresentam dificuldades para compreender, assimilar e aceitar a morte encefálica. Em muitos casos, torna-se evidente a denegação da morte, mecanismo de defesa do ego que busca protegê-lo de verdades impactantes e dolorosas que causem abalos e danos capazes de vir a desorganizar o sujeito na sua estrutura (Furtado, 2011; Freud, 1925/1976).  A resistência para aceitar a morte pode ainda ser reforçada por diversos motivos, dentre eles: os movimentos no corpo, em função dos batimentos cardíacos estimulados pelas medicações, como também pela respiração artificial; em alguns casos, ocorre que o corpo, durante a investigação ou após o diagnóstico fechado de ME, pode apresentar algum movimento, como uma contração muscular dos membros – Sinal de Lázaro – essa situação inusitada pode contribuir para a desconfiança sobre a veracidade da ME, tanto para os profissionais quanto para os familiares, e a falta de confiança nos exames que compõem o protocolo de ME (Morato, Resende, Trivelato & Pimenta, 2009). Após a comunicação médica confirmando o diagnóstico de ME, nos casos em que o paciente é considerado um doador elegível, o profissional, durante o diálogo, deve cercar-se de dados que confirmem a compreensão familiar sobre a ME. Em seguida, de preferência, o mesmo profissional ou outro vinculado à família, devidamente capacitado, deve conduzir a entrevista familiar para a doação, buscando informar que o hospital oferece a possibilidade da doação de órgãos e tecidos para transplantes, caso a família deseje tornar-se doadora, momento no qual devem participar, livremente, os membros da família e/ou pessoas muito próximas (Cajado, 2017)."pág 42

 
A seguir relatos sobre negativas. É também sobre a cultura  de enterrar rápido, enquanto em outras, na Alemanha viu gente... a pessoa demora uma semana para enterrar, cremar, nesse ínterim já foi oferecido um jantar para a família,  no outro dia ou dias depois dá-se a cerimônia de cremação apenas a filha, marido e irmão da falecida etc, nada se fala durante o jantar de triste sobre a morte
😔

Do grupo PDF somente Saúde 



...."Ocorrem casos em que as famílias solicitam uma estimativa de tempo até a finalização da doação, para organizar o sepultamento. Torna-se um desafio precisar o tempo exato em função da complexidade logística que envolve o ato da doação. Observa-se que muitas famílias desistem de doar em função da pressa para finalizar o sofrimento causado pela morte, principalmente em mortes de causa violenta e, nestes casos, após a cirurgia da doação, o corpo ainda prossegue para o Instituto Médico Legal (IML). As narrativas familiares nos permitem uma reflexão acerca da complexidade que envolve a recusa familiar para a doação de órgãos e tecidos, sendo a temática da morte encefálica um momento delicado tanto para a família quanto para a equipe que cuida. A comunicação profissional-família é uma fonte reveladora de equívocos que geram impasses e, possivelmente, contribuem para o desfecho atual: o alto índice de recusa familiar para a doação de órgãos e tecidos no estado da Bahia. "pág 54 ou


..."Conclui-se que a resistência/denegação familiar diante da morte encefálica é, de fato, um impasse subjetivo a ser considerado, dessa maneira, torna-se difícil para a família conceder a doação quando ainda não concluiu que a ME é, realmente, a morte. Essa realidade evidencia a necessidade de condutas profissionais que favoreçam a elaboração da perda e do luto familiar desde o início do processo. A família efetivamente demonstra dificuldades para aceitar a morte encefálica, então, o acolhimento familiar deve ser pautado em uma escuta sensível e qualificada, que busque favorecer a elaboração do luto e a ressignificação da morte. Benefício digno não só para as famílias como também para os pacientes que aguardam na fila a oportunidade do transplante..."

Ps. tbm já ouvi relato, de nao haver médico especialista em transplante de coração por exemplo no momento da doação em Salvador. Foi muito revoltante para a mãe, que doou os órgãos do filho 


Tese de doutorado -Doacao de órgãos, negação  

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