segunda-feira, 5 de maio de 2014

A Teia

Eu, particularmente não cheguei a dançar a "Dança dos Sete Véus" quando pratiquei  Dança do Ventre no Templo Sagrado Mércia Vaz, em Salvador-BA, Barra. É que depois de dois anos fui fazer Ballet, dança contemporânea, afro etc...precisaria de ao menos mais um ano.
  Em uma dança com os véus, depois de uma demonstração de mais um minuto ou menos, o mesmo deve ser retirado por nada, apenas surpreendendo. Não fica estéticamente  belo dançar  com os véus uma música de 7 minutos.... Fica Pesado. Tem que ter muita intimidade pra tal atrevimento, de cunho místico.
 
 "O véu de Ísis tem significados derivados. Diz-se que o ser vivo é pego na teia ou véu de Ísis, significando que no nascimento o espírito, a centelha divina, que está em todos nós é preso ou incorporado na carne. Significa dizer, que todos nós ficamos emaranhados ou presos na teia da natureza. Essa teia é a trama do destino ou circunstâncias. É inevitável que devamos ser presos pelo destino, mas frequentemente consideramos este enredamento como infortúnio e queremos nos libertar dele. Se aceitarmos esta situação de o ser vivo estar preso à teia de Ísis, acabaremos  encarando a trama de nossa vida de maneira diferente, pois é somente deste modo que o espírito divino pode ser resgatado. Se não fosse aprisionado desta forma, vagaria livremente e nunca teria oportunidade de transformar-se. Portanto, o espírito do homem precisa estar preso à rede de Ísis, caso contrário, não poderá ser levado em seu barco para a próxima fase de experiência. 

A Dança dos Sete Véus tem sua origem em tempos remotos, onde as sacerdotisas dançavam no templo de Ísis. É uma dança forte, bela e enigmática. Ela também reverencia a vida, os elementos da natureza, imita os passos dos animais e das divindades
O coração da bailarina é tão leve quanto à pluma da Deusa Maat e é exatamente por isso que os véus são necessários, pois é deles que os deuses se servem para sutilizar o corpo da mulher. Os véus de Ísis, ao serem retirados, nos transmitem ensinamentos. Quando a bailarina usa dois véus, ao retirá-los nos diz que o corpo e espírito devem estar harmonizados. A Dança do Templo, que é usado três véus, homenageia a Trindade dos deuses do Antigo Egito: Ísis, Osíris e Hórus. A Dança do Palácio, com quatro véus representa a busca da segurança e estabilidade e ao retirá-los a bailarina nos demonstra o quanto nos é benéfico o desapego das coisas materiais. Na Dança dos Sete Véus, cada véu corresponde a um grau de iniciação.
Os sete véus representam os sete chakras em equilíbrio e harmonia, sete cores e sete planetas. Cada planeta possui qualidades e defeitos que influenciam no temperamento das pessoas e a retirada de cada véu representa a dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação de suas qualidades. 
Toda mulher deixa transbordar seu essência através da dança. Todas aquelas emoções reprimidas, sentimentos
 Toda e qualquer mulher que consegue penetrar nos mistérios e ensinamentos dessa prática, se revelará de forma pura e sublime e alcançará o êxtase ao dançar. "Vê-la dançar é participar da força criadora que vibra no Cosmos; massa negra e pulsante explícita nos olhos e cabelos de Jhade. (...) Mãos se elevam em serpente e cortantes transformam em som o poder telúrico de seu ventre. Que os sons, manifestos em seu corpo, subam de encontro com o Eterno e sejam ouvidos além do tempo." (por W. Hassan)"
cantinhodosdeuses.blogspot.com.br/

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Silêncio Mutismo

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"Luxus" da atualidade: Tempo, Segurança e  Silêncio
Os Silêncios são muitos, mas não é sobre este Silêncio luxo desejado que escreverei aqui, mas sobre um silêncio doente: 
ドクロ"O Silêncio Mutismo. Silêncio cego, surdo e mudo. Mais do que uma atitude passiva, se trata de uma forma de ação ativa, profundamente danosa e nociva. Uma recusa tenaz, consciente ou inconsciente, a todo e qualquer tipo de comunicação. Daí o fechamento sobre si mesmo, o isolamento, a construção de muros invisíveis. O indivíduo ou grupo, achando-se cercado de uma hostilidade real ou virtual, encerra-se numa espécie de gueto imaginário. Excluído ou achando-se discriminado, fecha-se como o camarujo no próprio casulo. Cria-se uma linha divisória, também esta real ou virtual, onde os de "dentro” evitam o contato com os de "fora”, os "nossos” insistem em os desconhecer os "outros”.
音符No fundo, é um silênco pesado, constrangedor. Não é difícil encontrá-lo, seja no interior das famílias, seja nos ambientes de trabalho e até mesmo nas comunidades religiosas. Circula um ar irrespirável que destila olhares oblíquos, gestos subliminares e monossílabos envenenados. Desnecessário acrescentar que o monólogo solitário substitui o diálogo aberto e transparente. O ambiente, se e quando levado ao extremo, ameaça e asfixia, mutila e mata. O deserto permanece árido, o jardim infértil, o botão recusa abrir-se em flor; não se ouve o canto do pássaro, da água ou da criança. O clima se torna a tal ponto insuportável que é preciso caminhar na ponta dos pés. Silêncio desabitado, ou pior ainda, habitado de demônios malignos e agressivos.
風見鶏さん: デジタル写真集「風見鶏」
*
Mais do que verdadeiro silêncio, instala-se efetivamente um mutismo hostil, que inibe e castra qualquer iniciativa conjunta. Mesmo vivendo ou trabalhando sob um teto comum, o mutismo engendra cegueira e surdez. As pessoas tropeçam umas com as outras, mas não se veêm; falam de tudo e de todos, mas não escutam. Os raros "bom dia”, "boa tarde” ou "como vai?” – se os houver – soam falsos e impessoais. Em lugar de calor humano, predomina o formalismo vazio e uma míopia que distorce os fatos, desfigura os rostos, azeda as relações, amesquinha o espírito.
  Situação que desmente a pérola do poeta português Fernando Pessoa quando este afirma que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

*foto bei:blogmura.com/
ドクロsite.adital.com.br/

Navegar é preciso

新幹線Até que antes era "necesse"... viajar, mas hoje? _Salvo a necessidade..
"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC.,
dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra. É preciso.
Fernando Pessoa
Fonte: secrel.com.br/jpoesia/fpesso.html
foto bei: jogosdodeart.blogspot.com.br/
Fernando Pessoa explica

terça-feira, 29 de abril de 2014

O analfabeto politico

O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

segunda-feira, 28 de abril de 2014

domingo, 27 de abril de 2014

Onde se cria a caridade

                 Caridade:a origem "desta postura moral" está na primeira infância. Mas ela não está presente ao nascimento , deve ser incentivada. "Isso mostra o quão cedo as raízes da caridade humana são criadas, a "sinopse da humanidade em nossa sociedade"

Florença

Tem cidades que são cinzas, umas limpas e  outras sujonas, umas cor de tijolo, outras verdes mas Florença é matizada. Ao fundo da foto os mesmos pinheiros, o mesmo céu azul celúreo   de Leonardo da Vinci...perdeu um pouco do charme. Vá entender
La Fortezza Da Basso  em Pitti immagine Bimbo  

Olha o coco!

Quando nasce um filho plantamos um coqueiro,  dele fazemos um teto, até telhas fazemos das folhas,  telhas mesmo,  nãoestoufalandoda palha.T...