"Inspirado" no artigo do jornal alemão Handelsblatt, o qual discorre o fato tentando dizer que o Brasil também o combate.
Como assim
"a base mais importante do Hezbollah fora do Líbano", chegou à América do Sul? Quase meia tonelada de explosivos detonadas em julho de 1994 no prédio da comunidade judaica em Buenos Aires. A explosão matou 85 pessoas, naquele que ainda é considerado o maior ataque terrorista da história da Argentina. E toda a logística por trás do horrível assassinato, bem como o contrabando do próprio homem-bomba para o território argentino, foi preparada em uma área bastante obscura conhecida como "La Triple Frontera", uma famosa região de tríplice fronteira na América do Sul que conecta Argentina, Brasil e Paraguai.
A área é famosa principalmente pelas espetaculares Cataratas do Iguaçu, que se tornaram uma atração turística muito popular. Mas, por baixo da superfície, o local se tornou um ninho de vespas para organizações criminosas na América do Sul. Porque, para elas, é uma localização estratégica. Uma zona de fronteira longe das grandes cidades e dos centros de controle do Estado. Com três fronteiras guardadas por uma força de trabalho limitada e claramente insuficiente, que também pode ser contornada com um pequeno suborno. Em resumo, um paraíso para contrabandistas e criminosos de todos os tipos. Mas não foram apenas criminosos latinos que foram atraídos para lá. Cerca de 30 mil árabes ou descendentes de imigrantes árabes vivem na região, a grande maioria libaneses xiitas que não se envergonham de declarar publicamente seu apoio ao Hezbollah. Por que eles vieram especificamente para lá? Bem, em primeiro lugar, nas grandes cidades como Buenos Aires ou São Paulo também não faltam árabes (tocando na madeira). Mas muitos imigrantes libaneses que chegaram à América do Sul sem um tostão, trabalhando nas grandes cidades, estavam sujeitos a verificações rotineiras da polícia e das autoridades, que exigiam documentos de identidade. Por outro lado, a área da tríplice fronteira era um verdadeiro faroeste, com muitas oportunidades de ganhar dinheiro fácil com pouca burocracia. E o Hezbollah percebeu rapidamente o potencial do local. Já no final da década de 80, começaram a integrar seus membros à população xiita local, que explorava o território para gerar renda para operações logísticas e até mesmo como base para recrutamento e treinamento de terroristas. De fato, elementos de segurança dos EUA já atribuíram à área o duvidoso título de "A base mais importante do Hezbollah fora do Líbano", após a imprensa alemã publicar, há poucas semanas, um extenso artigo sobre as atividades do Hezbollah na região. Entre outras coisas, o artigo descreve a colaboração do Hezbollah com um braço da máfia chinesa ali sediado e também com o sindicato do crime organizado PCC, considerado a maior organização criminosa do Brasil.